[Confissões] sobre livros, fanfics e manias literárias

Eu amo ler. Talvez esta seja a única coisa que eu consiga passar o dia inteiro fazendo sem me cansar. Quando compro/ganho/pego emprestado um livro novo, é como uma renovação: hoje eu posso conhecer uma história que ontem eu não podia. E mergulho nela sem pensar duas vezes. Talvez por isso eu tenha algumas manias irritantes (pra mim e pra quem me conhece também) com relação às minhas leituras. Vou listar algumas delas:

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– Eu odeio quando um livro se torna tão popular, mas tão popular, que praticamente me sinto obrigada a ler só pra não ficar de fora da “onda”. Quando escolho um livro é porque, de alguma forma, ele me tocou, e não porque eu sou obrigada a ler (isso só acontece com livros acadêmicos, que irão me ensinar mais sobre a minha profissão). Por exemplo, Divergente. Todos ao meu redor estavam andando com este livro pra cima e pra baixo, tuitando sobre, criando blogs, páginas, fóruns… e eu aqui, com o livro nas mãos, mas sem vontade nenhuma para ler. Apenas quando pararam de falar um pouquinho sobre ele (antes de começar a ficar famoso de novo por causa do filme) me deu uma vontade absurda de ler e lá fui eu. Atualmente estou passando por isso com A culpa é das estrelas. Tenho o livro, mas até hoje não consegui ler 1) porque é triste, 2) porque todo mundo fala que chorou tanto, mas tanto, que tenho medo de não chorar nada e ser a  louca que não gostou do melhor livro do ano para muitos.

– Eu amo quando meu livro preferido vai virar filme. É muito bom descobrir como seria, visualmente falando, a história acontecer, com pessoas de verdade, cenários de verdade… Este ano descobri que o livro Perdida, de Carina Rissi, vai ser adaptado para o cinema e provavelmente lançado ano que vem. Fiquei tão emocionada que quase chorei. Sério! Imaginem Ian de verdade? E a Sofia com aquele all star e vestidos de época? *.* Mal posso esperar. Mas tem gente que não gosta, não é? Tenho uma amiga que odeia quando seus livros preferidos são adaptados. Isso porque a história perde alguns aspectos, momentos, diálogos, e muita coisa acontece do jeito diferente do original. Claro, é uma adaptação. Nós, como fãs, sempre queremos tudo da história na telona, cada detalhe, beijo, olhar… Mas é impossível, infelizmente. Então, já que não posso ter a história perfeitamente retratada, que seja do melhor jeito possível, cinematograficamente falando. Até porque são duas coisas diferentes. O livro já está pronto, feito. Agora é torcer pelo melhor no cinema. Vem Perdida, Vem!!!

– Eu adoro fanfics. Já escrevi várias (algumas até publiquei, mas a maioria está escondida no meu notebook, rs) e foi de um aprendizado enorme. Quando comecei a me aventurar no word, escrevia muita coisa errada (mesmo!), como o famoso internetês, sabem? Não sei como uma fanfic minha escrita desse jeito fez sucesso, para ser sincera. Hoje sei que não se deve escrever assim, é feio e nada legal para o leitor. Superei alguns vícios também, vírgulas, travessões… Escrever fanfics me fez querer ingressar no mundo da literatura, para escrever cada vez melhor. Me fez dormir tarde da noite pensando em novas histórias. Se as pessoas que criticam as fanfics soubessem como é bom e gratificante poder escrever uma história qualquer e receber um feedback por ela, elogiando ou não, parariam na hora com esse preconceito bobo e iriam para o word mais próximo colocar a história que vive na cabeça delas no papel. Afinal, todos nós pensamos algumas coisas, criamos, vivenciamos um mundo que só existe dentro de nós, nos nossos corações. As vezes quando colocamos elas para fora, coisas maravilhosas acontecem. Eu, por exemplo, fui acompanhada do começo ao fim de uma das minhas fanfics por pessoas tão bacanas, que algumas delas se tornaram minhas amigas.

– Eu não gosto nem um pouquinho das pessoas que criticam quem lê bestsellers. Sério, existe tanta gente que odeia ler, que quando uma delas se interessa por um livro, qualquer um que seja, deveria ser festejado como o final da copa do mundo e não criticado. Houve muito burburinho sobre a trilogia Cinquenta Tons de Cinza também por causa disso. Umas pessoas chamaram de “porcaria”, outras de “melhor livro que já li na vida”. Acontece que eu não posso dizer pra você qual é o melhor livro do mundo. Eu posso dizer pra você qual é o melhor livro do mundo pra mim. Eu particularmente não gosto muito desta trilogia, por exemplo, por questões como: porque ela fala tanto “puta merda”?; o que é isso de “deusa interior”?, achei brega; pra mim funcionava melhor como fanfic (sim, eu li parte de Cinquenta Tons de Cinza quando ainda era Master of the universe, e gostava muito mais), mas esta é a minha opinião. Quem sou eu para chegar aqui e esbravejar pra você que o que você lê não presta? Aliás, eu sou a rainha em amar livros que as “pessoas intelectualizadas” acham ruins, como Crepúsculo (a-m-o Bella e Edward), alguns dos livros de Nicholas Sparks (hello, A última música) e qualquer chick lit da Sophie Kinsella me ganha logo no primeiro capítulo.

– Eu tenho mais livros do que consigo ler e não paro de comprar mais. Jurei para mim que só ia comprar um novo livro quando terminasse de ler os 15 que ainda me restam sem ler aqui na estante. Mas chegou o tão esperado A escolha, final da trilogia A seleção, e eu tive que abrir uma exceção. E ele foi o único que eu não li a última página antes de todas as outras. “Mas isso é ler o final, sua louca!”, sim é. Podem me julgar agora! 😀

– Adoro cheiro de livro novo. Até porque eu não poderia cheirar um livro velho sem parar na emergência toda empolada e com a garganta e o nariz tapados. A-l-e-r-g-i-a, daquelas que dá coceira só de pensar. Ugh!

– Nunca consegui terminar de ler O lado bom da vida. Achei chato.

– Adorei Cheio de charme, da Marian Keyes, mas Um bestseller pra chamar de meu foi tão sofrível que eu larguei na página 300 (ele tem quase 800 páginas!).

– Queria muito o livro “Dizem por aí”, da Jill Mansel, mas achava caro e nunca comprava. Encontrei uma promoção linda na Bienal do Livro do ano passado e comprei ele por R$15. Jurei que seria o primeiro que leria quando chegasse em casa. Até hoje não li.

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